Cavalos Arabes, Haras Greca. Cavalos Arabes Negros e Poloneses
Haras Greca. Osorio - Rio Grande do Sul
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Origem do Cavalo Árabe
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            Certamente a mais antiga criação de cavalos árabes do mundo seja a polonesa. As guerras que os Turcos moveram à polônia durante os séculos XVI e XVII, inicialmente infligiram serias derrotas pela excelência de sua cavalarias. Em seguida poloneses aprenderam o imenso valor que o sangue árabe trazia a suas manadas.
             As primeiras criações foram a partir de animais capturados dos turcos. A seguir, outros, vindo diretamente por aquisição das tribos beduínas da Arábia, eram enviados por emissários dos príncipes que iam buscar os melhores Garanhões e éguas. Os primeiros haras poloneses a criar árabes puros foram os dos príncipes ZASLAWSKY e OSTROGSKY, mais tarde reunidos em CRESTOWKA, pela família do príncipe SANGUSKO, já no final de 1600.
            
             A cavalaria polonesa sempre foi considerada a melhor da Europa, e baseava suas montadas nos cavalos da raça Árabe.
             Hieronimus Sangusko príncipe da polônia envia em 1803, Kojetan Bursky, ao deserto para trazer o que havia de melhor em garanhões e éguas, sem olhar o preço ou dificuldade para consegui-los.
             Uma figura legendária surge na Polônia nessa época, a do conde WACLAW RZEWUSKY, que decide ele mesmo ir ao deserto buscar os mais nobres espécimes em 1817. RZEWUSKY que era apaixonado pelos cavalos árabes apaixona-se então pelo deserto, passando a viver como beduíno entre eles e a lutar por sua independência. Waclaw obtém dos Sheiks do deserto o titilo de “Emir” (príncipe) pelas inúmeras vitórias que trouxe para a causa árabe.
             Após 9 anos de lutas e expedições. RESEWUSKY retorna a Polônia, trazendo consigo 89 sementais e 45 éguas das mais extraordinárias linhagens.
              Estas importações foram seguidas de muitas outras, credenciando a Polônia como o primeiro estado do ocidente a reconhecer no cavalo árabe suas excelsas qualidades, muito tempo antes que os ingleses o descobrissem.
              O cavalo Árabe na polônia sempre foi venerado como o melhor de montaria, ao contrario de outros países que o introduziram mais pela sua beleza.
             Em 1845, o mais antigo haras da polônia, SLAWUTA, já possuía 408 cavalos árabes de puro sangue. Foi SLAWUTA que, por um dote fundou o Haras ANTONINY da família POTOCK. Do Haras Antoniny veio para a Inglaterra o extraordinário reprodutor SKOWRONEK, considerado até hoje, o cavalo do século.
Em 1927 SKORKOWSKY, lança um programa de testar os cavalos árabes em corridas, programa que se mantém até hoje.
             No criatório polonês, o cavalo árabe deve passar por rigoroso período de cinco anos nas pistas do hipódromo de Varsóvia ou Cracóvia. Somente aqueles mais destacados por suas campanhas, que tenham demonstrado uma constância de medias de carreiras por ano e após tudo isto estiverem com os locomotores e tendões perfeitos, serão aproveitados na reprodução.
              No dizer de PANKOWSKY “substituímos o teste dos campos de batalha, pelo das pistas. Assim só serão aproveitados os que tiverem garra, saúde e vontade de vencer”.
              Pela criteriosa seleção, a velocidade do cavalo polonês se aproxima muito do P.S.I. Recentemente “Rapsody in Bkue” filha de WIST, obteve o recorde mundial para a raça Árabe, ao vencer, nos estados Unidos, a taça Hamer. Rapsody In Blue percorreu 1700 m. em 1 minuto e 56 segundos.

                                  
A introdução do Sangue Polaco    
             Em 1982, meus pais, empreederam uma longa viajem pelo mundo da criação do cavalo árabe, O casal revisou a criação Argentina e Uruguaya e após viajou para os Estados Unidos. Neste pais  visitou a Califórnia, Arizona  (Scottsdale ), Novo México, Texas, Kentucky e Florida. Dali seguiram para Europa. Ali sua peregrinação foi pelas criações de Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Suécia e finalmente Polônia. Após conhecerem a criação deste pais foram  para a Áustria e Suíça, sempre visitando Haras. Da Suíça foram para o Egito onde pesquisaram a fundo as principais criações beduínas remanescentes.
             No final deste ano retornaram a Polônia, cuja imensa qualidade criatória os convencera e foi lá, no Leilão Anual de Árabes Poloneses, que adquiriram BALTIK ( Bandos e Bangla ).
Infelizmente BALTIK mostrou-se estéril. Os Poloneses ao serem informados, como forma de ressarcir os prejuízos, imediatamente puseram a disposição um de seus garanhões chefes, WIST (BANDOS E WILMA), considerado um dos melhores garanhões da Polônia.
              Tal fato teve o seguinte comentário de Paulo Brossard, ministro da Justiça no Brasil – “É são 2000 anos de civilização”.
Depois foram importados mais 4 garanhões:
A opção pelo CAVALO ÁRABE POLONÊS
*FARAD ( PARTNER e FANTINA )

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ERWIN (ANDRUT e EKSTAZA )

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WOROBLIN ( GEDIMIN e WARMIA )

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KAMELEON ( PROBAT e KAMA)
Yorkshire Terrier, Scottish Terrier, Sealyham Terrier